6 pessoas que foram humilhadas por causa de seus corpos.

"A beleza está nos olhos de quem vê". Ainda que cada pessoa tenha uma maneira própria de ver o mundo, há certos padrões que são impostos pela sociedade. Esses padrões são compostos por determinados corpos, cores de cabelo, olhos, feições, roupas, entre outras coisas. Quem não se encaixa neles, é frequentemente excluído. O fotógrafo espanhol Francesc Planes tem sua própria visão sobre o assunto e fotografa pessoas que não são consideradas "bonitas" ou "normais" pelo consenso popular:   

Alba Parejo

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O corpo de Alba Parejo é coberto de pintas e verrugas. "Meu ex-namorado me dizia que eu não deveria mostrar minhas costas a ninguém, pois ninguém quer ter uma namorada deformada", conta a espanhola de 16 anos. Hoje, a jovem autoconfiante é um exemplo e também posa para campanhas profissionais. 

instagram/francescplanes

Guille

Quando Guille era mais jovem, ele frequentemente sofria bullying por causa de sua alopecia. Essa doença consiste na falta ou pequena quantidade de pelos no corpo. "Ele precisou aprender a se amar e a ignorar aqueles que maldosamente perguntavam como estava indo sua quimioterapia", conta o fotógrafo sobre o seu modelo.

Homens tatuados (nomes desconhecidos)

instagram/francescplanes

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Esses dois jovens já foram várias vezes hostilizados por causa de suas tatuagens. Por isso que, para o fotógrafo, eles faziam parte de seu trabalho: "Depois de fazer algumas fotos, eu achava que também deveria encontrar outras pessoas que não fossem consideradas 'normais' por outros motivos."

Tess

"No passado, Tess foi provocada e humilhada por causa de seu corpo. Por exemplo, ela tinha acabado de pedir um fast food quando uma menina desconhecida disse: 'Olha a gorda ali! Ela poderia ter pedido uma salada, mas só veio comer todos os hambúrgueres", conta ele sobre a mulher. Hoje, Tess tem autoconfiança sobre seu corpo, mesmo que ainda tenha que lidar com críticas. Todos os modelos de Francesc têm uma história: "Algumas dessas pessoas foram rejeitadas, outras foram humilhadas. Algo que eu conheço bem da minha adolescência. Porém, encontrar essas pessoas abriu meus horizontes", diz o fotógrafo de Valência. 

Jordi

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Quando Jordi ainda era pequeno, ele teve um tumor no olho. A única possibilidade de salvá-lo era retirando seu olho. Desde a operação, o jovem nunca mais tirou uma foto, pois não conseguia se aceitar e nem se acostumar ao olho artificial. Porém, eventualmente ele aprendeu a lidar com isso. Hoje, ele usa de sua experiência para ensinar às crianças que não tem problema em ser diferente, e que não há motivo para ser caçoado ou rejeitado. 

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"O nome do projeto é 'Normal', pois quero mostrar que esse termo tem dois sentidos. Por um lado, eu mostro pessoas e coisas que as pessoas consideram "não normais". Por outro, essas pessoas devem ser vistas como normais, pois não há motivo para terem vergonha de suas aparências", afirma o fotógrafo de 22 anos. "Normal" não deveria ser uma questão de ótima, mas um comportamento respeitoso com cada pessoa, independente de como parecem.

Francesc, que na verdade trabalha na indústria da moda, considera seu projeto e o encontro com diversas personalidades como muito enriquecedor. "Eu me sinto bem por ter feito essas fotos, pois finalmente fiz algo diferente de fotografar 'modelos bonitos'. Eu queria trabalhar com pessoas e corpos reais, e me distanciar da dita fotografia de moda. Assim, eu aprendi mais sobre mim mesmo e me vi com os olhos de quem fotografei. Dessa forma, eu descobri que nós todos não somos tão diferentes." 

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