Carrefour deixa um homem morto no meio do corredor por 4 horas

Dizem que o cliente tem sempre razão e que sua experiência de compra não deve ser perturbada de forma alguma. Isso, claro, é uma maneira de mantê-lo satisfeito e fazer com que ele volte sempre. Mas, no caso de um supermercado no nordeste do Brasil, a satisfação do cliente foi repugnantemente colocada acima do respeito pelos funcionários.

Manoel Moisés Cavalcante, 59 anos, trabalhava como representante comercial de uma empresa de alimentos. No dia 14 de agosto de 2020, ele estava trabalhando em uma filial do supermercado Carrefour, em Recife, quando, de repente, sofreu um enfarto.

Os funcionários do supermercado prestaram os primeiros socorros e pediram ajuda. No entanto, o homem acabou morrendo no local.

Seu corpo ficou no chão, no mesmo local onde caiu, bem em frente a uma prateleira de cervejas Heineken. Porém, em vez de fechar a loja até que o corpo fosse removido, os funcionários cobriram o falecido com três guarda-chuvas verdes e colocaram caixas ao redor dele, para escondê-lo da vista dos clientes. A loja permaneceu aberta por mais quatro horas, para que as pessoas continuassem comprando.

Enquanto os clientes circulavam pelos corredores sem serem incomodados, não suspeitavam que, sob os guarda-chuvas, não havia caixas de cerveja, mas um homem morto.

À medida que as imagens se espalharam pelas redes sociais, o Carrefour, presente em 30 países, publicou o seguinte comunicado:

“O Carrefour pede desculpas pela forma inadequada com que tratou a morte de Manoel Moisés Cavalcante. A empresa cometeu o erro de não fechar a loja logo após o ocorrido e não encontrou a maneira certa de se proteger o corpo.

Ressaltamos que após sua morte, seguimos a recomendação da prestação de serviços de emergência de não mover o corpo. O Carrefour mudou sua política com seus colaboradores para que, em situações excepcionais como esta, a loja seja fechada para mostrar maior sensibilidade e respeito.”

Mas para a viúva de Moisés, o pedido de desculpa veio tarde demais. "Fiquei escandalizada", disse Odeliva Cavalcante. "Eles não pensam nas pessoas, mas apenas no dinheiro. É uma sensação terrível".

Imagem de capa: © Facebook/Revista Proteção

Fonte:

unilad,

news,

g1

 

 

 

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