Sem coração: homem é demitido por ficar com a esposa durante seu parto.

O veterano do exército, Lamar Austin, de New Hampshire (EUA), estava trabalhando como segurança há um mês quando, no penúltimo dia de 2016, sua mulher entrou em trabalho de parto de sua quarta criança.

Seu chefe lhe mandou uma mensagem ordenando que ele cobrisse o turno de outra pessoa no dia seguinte. Mas quando Lamar lhe explicou onde estava (na sala de parto), seu chefe apenas respondeu com um ultimato: "Você está me forçando a tomar medidas drásticas. Esteja amanhã às 8h00 no trabalho ou será demitido."

Nos países onde licença paternidade paga é algo normal e os trabalhadores têm o direito de tirar folga por motivos familiares importantes, esta história será considerada um absurdo. Mas até mesmo os americanos, dos quais muitos estão acostumados a não ter esses direitos trabalhistas, ficaram chocados e tristes com o caso.

Que bom que Lamar, de 30 anos, sabia exatamente quais eram as suas prioridades e por isso não hesitou em nenhum momento. Ele não sairia do lado de sua esposa até que seu bebê chegasse ao mundo e estivesse seguro em seus braços.

"Eu pensei: 'Família vem em primeiro lugar.' Eu não vou dar as costas para eles por causa de um trabalho", ele decidiu. E uma hora após o Ano Novo, ele recebeu a notícia de que havia sido demitido.

"Eu simplesmente respondi 'ok.' Eu estava no hospital, tinha sido uma noite longa, e eu não ia tentar discutir com ninguém por causa de um emprego enquanto minha esposa estivesse em trabalho de parto."

E algumas horas depois, o pequeno Cainan chegou ao mundo, seguro e saudável, com ambos os pais lá para recebê-lo. Como deveria ser!

Quando um jornal local soube da história, os leitores ficaram tão tristes e tiveram tanta empatia com o acontecido que começaram a se organizar. Sara Pereschino, uma mãe de duas crianças, estava tão enfurecida com a demissão que começou uma campanha de financiamento coletivo para dar apoio financeiro a Lamar e sua família até que ele encontrasse um novo emprego. Além disso, vários gerentes sindicais e outros empregadores lhe ofereceram estágios e empregos (lembrando às pessoas que, devido à proteção sindical, eles ofereciam licença paternidade). 

Em poucos dias, a campanha levantou quase US$ 10 mil (aprox. R$ 30 mil) para os Austins, e agora o ex-soldado só precisa decidir qual será o seu próximo passo! 

Go Fund Me/Cainan Austin

Lamar está em êxtase em relação à forma como tudo mudou a seu favor, confirmando os valores que ele deposita em sua família. "Foi difícil, mas se eu tiver que decidir entre trabalho e família, eu sempre vou escolher minha família", ele explica. "Às vezes, você perde e então consegue algo ainda melhor." 

Fonte:

Buzzfeed

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