O motorista de ônibus que salvou o ENEM de 15 pessoas.

Dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é sempre uma comoção nacional. O teste, fundamental para quem tenta uma vaga em universidade pública, é feito no mesmo dia em todo o país. Um dos momentos mais tensos é o fechamento dos portões para o início da prova que, ao contrário de tantos hábitos brasileiros, são extremamente pontuais. São famosos os casos de pessoas que perdem a prova por atraso, alguma correndo em direção aos portões e vendo-os fecharem logo em seguida - ou na cara deles! 

Os casos viraram piada nacional e, no último dia 5 de novembro, havia até eventos no Facebook para assistir ao fechamento de portões em algumas das escolas participantes. Apesar da graça, nem todo mundo perde o ENEM por desleixo: houve casos de gente que não foi liberada do trabalho a tempo e até um caso de um rapaz que foi enquadrado pela polícia a caminho da escola, no que foi classificado como "procedimento de rotina", e acabou perdendo a prova. Mas pelo menos uma história teve um final feliz. 

Na região sudeste e sul, o horário de fechamento dos portões era às 13 horas e, graças à boa vontade de um motorista de ônibus, 15 pessoas conseguiram chegar a tempo de fazer a prova na cidade de São Carlos, interior de São Paulo.

O trânsito da cidade estava especialmente caótico não só por causa das provas, mas também por haver outro grande evento acontecendo ao mesmo tempo. Isso fez muita gente calcular mal o tempo para chegar no destino. O motorista Geraldo Casalli, 53 anos, deveria deixar os candidatos a cerca de 1 quilômetro da Unicep, local da prova, que era seu ponto final. Porém, ele esticou a corrida por três quarteirões, permitindo que todos entrassem antes do fechamento.

O motorista, que começou neste trabalho há nove meses, temeu que a repercussão de sua atitude altruísta poderia prejudicá-lo na empresa. Mas ao contrário disso, ele foi parabenizado. A Susantur, que gerencia a linha, considerou a atitude do funcionário louvável e que a "esticadinha" de Geraldo em nada atrapalhou a rota original.

Geraldo comentou que pensou nas filhas quando decidiu esticar a rota, pois poderiam elas terem sido as prejudicadas por causa disso.

É muito bom ver pessoas como Geraldo por aí. Sua atitude afetou positivamente a vida de 15 pessoas. Quem sabe ele não tenha dado a chance para algum futuro prêmio Nobel ingressar na faculdade? Vamos torcer!

 

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