Casal adota bebê com HIV rejeitado 10 vezes

Adotar uma criança pode ser um processo demorado e estressante. Os obstáculos burocráticos são chatos e, às vezes, os casais precisam esperar anos para que seu desejo se torne realidade. Para Damian Pighin e Ariel Vijarra, o desejo de ter filhos também se tornou uma provação.

Em 2011, o casal do mesmo sexo de Santa Fé, Argentina, decidiu adotar uma criança. Naquela época, os dois não tinham ideia de quanto tempo teriam que esperar até verem sua família crescer.  Apenas em 2014, três anos depois, eles receberam uma ligação da agência de adoção: uma menina estava disponível para ser adotada. O nome dela era Olivia, ela tinha 28 dias e era soropositiva.

Por causa de sua doença, Olivia já havia sido rejeitada por 10 famílias. Ninguém parecia ousar acolher a criança. Mas quando Damian e Ariel viram a pequena pela primeira vez, eles imediatamente se apaixonaram por ela.

"Assim que a vi, senti que ela fazia parte da minha vida", diz Ariel. "Houve uma conexão imediata. Nós a seguramos em nossos braços e ela olhou para nós com os olhos bem abertos, sem chorar."

 
 
 
 
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Mis hijas, mi bendición

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Para os dois, ficou claro que eles queriam dar um lar para Olivia - apesar de seu complicado estado de saúde. Damian e Ariel sabiam que sua filha carregaria o vírus HIV por toda a vida e precisaria de medicação. Além disso, era incerto como a menina de quatro semanas reagiria ao tratamento médico.

 
 
 
 
 
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Buen Martes pasado por agua, hoy no fuimos al jardín, en casa con papá

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Mas o medicamento funcionou surpreendentemente bem nela. Graças ao tratamento precoce e ao carinho de seus dois pais, a garota se desenvolveu esplendidamente. Pouco antes da adoção, Olivia ainda estava abaixo do peso, mas rapidamente floresceu em sua nova casa. Alguns anos após sua adoção, e segundo os médicos, o HIV não era mais detectável no corpo de Olivia. Isso significava que a garotinha poderia viver uma vida normal e não havia risco de espalhar o vírus para outras pessoas. Ariel e Damian estavam tão orgulhosos e felizes que decidiram adotar um segundo filho.

 
 
 
 
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Em 2015, finalmente aconteceu e Olivia ganhou uma irmã mais nova: Victoria, de 4 anos. As duas meninas quase da mesma idade são o orgulho de seus pais. E se você observar as fotos, não há dúvida de que a longa espera e o medo de Damian e Ariel terminaram bem.

O tratamento do HIV fez um progresso realmente incrível nos últimos anos. A doença ainda não é completamente curável, mas, graças a métodos modernos, como a chamada terapia anti-retroviral, o vírus pode ser controlado para que os afetados possam viver com ele por um período muito longo. Olivia é a melhor prova de que a medicina progrediu na luta contra o HIV e a AIDS. Desejamos o melhor a esta bela família.

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